MUDANÇAS À VISTA!

Mudança

Não! Não estou planejando sair de Portugal.

 

Existem momentos que precisamos dar um PAUSE para refletir. Não adianta ir tocando as coisas sem que aquilo faça algum sentido.

 

Outro dia estava assistindo uma palestra sobre Propósito e fiquei pensando em qual seria o meu propósito.

 

Como diz o Cortella no livro dele – Por que faço o que faço?

 

Além do PAUSE, muitas vezes é preciso fazer um REWIND (<<) para que possamos entender onde aquilo tudo parou de fazer sentido.

 

É igual a um jogo de tabuleiro. Volte 2 casas, fique parado durante 1 rodada….

 

Eu precisava entender qual é aquele sentimento que nos move e que nos faz ter forças de enfrentar todo e qualquer obstáculo.

COMECE PELO PORQUÊ

No livro “Comece pelo Porquê”, Simon Sinek é bem claro. Os líderes foram pessoas capazes de inspirar as pessoas a agir, e no mundo dos negócios a coisa não é diferente.

 

Basta olhar para o sucesso da Apple. Steve Jobs era claro na sua mensagem – ele não queria vender computadores. Ele queria provocar uma verdadeira transformação na vida das pessoas com os computadores.

 

Eu realmente não tinha esse propósito muito claro, ou achava que não tinha.

 

Às vezes o “porquê” está tão na nossa frente que não enxergamos, então nos aventuramos em mares bravios, meio sem direção e ficamos dando voltas e mais voltas sem sair do lugar.

 

“O coração tem razões que a própria razão desconhece” dizia Pascal. Foi preciso me desconectar um pouco para compreender o que estava na minha frente o tempo todo.

 

Apesar de ter tentado sair do turismo e buscar alguma outra atividade, o turismo não saiu de mim.

 

Mesmo com pandemia, com fronteiras fechadas, com circulação reduzida, mesmo com tantos obstáculos, esse é o meu “PORQUÊ” que me faz acordar todos os dias.

O MEU PORQUÊ

Desde os 16 anos comecei a trabalhar em turismo com o meu pai. Ele era um dos melhores e com ele aprendi muito, até começar a voar com as minhas próprias asas.

 

Apesar de sempre ter buscado a excelência, ser uma das melhores, sei que fiquei longe de ser o que ele foi. Ele era “o cara”! Ainda assim, mesmo não sendo como ele, eu consegui o meu espaço.

 

A minha busca por ser uma das melhores não era por vaidade, mas por segurança. Eu sabia que sendo boa no que eu fazia, eu teria melhores oportunidades.

 

Essa busca por segurança não me impediu de aceitar novos desafios: mudar de cidade, mudar de empresa, mudar de função, mas sempre fazendo aquilo que eu gosto e sei fazer.

 

Mas o que sempre me deu o maior prazer era a confiança que as pessoas depositavam em mim. Eu poderia estar em uma empresa pequena ou em uma empresa mais conhecida, os meus clientes gostavam de trabalhar comigo pois sabiam que podiam confiar em mim e que eu estaria ao lado deles para resolver qualquer problema que pudesse acontecer.

 

A confiança era tanta que essa cumplicidade de trabalho, muitas das vezes se transportou para o pessoal, e posso dizer que tenho muitos que se tornaram meus amigos.

 

Em qualquer ramo, na hora do problema é que vemos com quem podemos contar. Compre um aparelho qualquer. Enquanto o aparelho funciona é tudo lindo e maravilhoso. Na hora do problema e que tentamos acionar o SAC é que vemos quem realmente respeita o cliente ou não.

 

E essa sempre foi uma característica minha. Talvez por ser do signo da Balança eu tenha um sentimento de justiça tão apurado. Por isso sempre luto pelo que é justo e pelo correto.

 

Eu penso que uma pessoa junta o dinheiro dela para comprar uma viagem, às vezes com muito sacrifício para realizar um sonho, precisa ter o melhor nas melhores condições possíveis.

 

Não interessa se a viagem é para hotéis de Luxo ou se para hotéis 2 estrelas. A expectativa e os sonhos são os mesmos e por isso devemos fazer a nossa parte para que seja tudo perfeito.

 

E é isso que me deixa mais feliz. Saber que, de alguma forma, eu ajudo a realizar sonhos.

 

Não sou nenhuma fada-madrinha. Sou uma pessoa normal, mas que através da sua profissão tem essa missão de fazer com que aquela viagem dos sonhos se transforme em realidade.

 

Foi preciso um ano sabático longe do turismo para saber o quanto sinto falta e o quanto o turismo me completa.

MUDANÇAS À VISTA

Agora que eu encontrei (ou reencontrei) o meu propósito, é hora de içar as velas e aumentar a velocidade para chegar ao meu objetivo.

 

Sempre pensei que aqui em Portugal seria um começar do zero, mas não posso ignorar toda experiência e aprendizado de todos esses anos.

 

O turismo faz parte da minha essência e por isso volto a fazer o que mais gosto de fazer – criar e organizar viagens.

 

Estou em um país lindo, cheio de história e belezas naturais. Que lugar melhor para jogar a minha âncora e iniciar novas descobertas?

2 comentários

  1. Às vezes tentamos fugir das coisas mas elas acabam sempre por voltar a nós quando tem de ser…e se a tua paixão é o turismo, é lá que tens de estar.
    Quantas vezes temos as coisas à nossa frente e não as vemos por serem tão óbvias? 🙂
    Beijinhos e força!

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